terça-feira, 15 de março de 2011

La Paz - Bolívia

Pedro de la Gasca, para quem o rei espanhol tinha confiado as antigas terras Inca, ordenou que o Capitão Alonso de Mendoza fundasse uma nova cidade em comemoração ao fim da guerra civil no Peru. Então a cidade de La Paz foi fundada em 20 de outubro de 1548 sob o nome de A Cidade de Nossa Senhora de La Paz. A cidade foi fundada no que hoje é Laja, na estrada Tiahuanaco. Pouco depois da fundação, La Paz mudou para a sua localização atual, no vale do Chuquiago Marka. 



Em 1549, Juan Gutierrez Paniagua foi o responsável pela concepção e planejamento urbano que projetou os locais para as áreas públicas, praças e edifícios oficiais. La Plaza de los Españoles, o que hoje constituí Plaza Murillo, foi escolhido como o local para os edifícios do Governo, bem como a catedral.




Espanha controlava La Paz com firmeza e o rei espanhol tinha a última palavra em todas as questões políticas. Em 1781, para um total de seis meses, um grupo de pessoas de Aymara sitiaram a cidade de La Paz que já não era mais pacífica. Sob a liderança de Tupac Katari, eles destruíram igrejas e propriedade do Governo. Trinta anos depois índios fizeram um cerco de dois meses em La Paz. Em 1809 a luta pela independência sob o domínio espanhol levantou-se contra as forças monarquistas.
 




Hoje, La Paz é uma cidade vibrante, crescente e em expansão em todas as direções. La Paz com sua área metropolitana tem uma população de mais de dois milhões de habitantes. La Paz é a sede oficial do governo.

Fonte: Bolivia Web
Fotos: Mario Friedlander

domingo, 13 de março de 2011

Diário de Bordo - La Paz, Bolívia - 11 de março de 2011

Passamos cinco dias em La Paz, estivemos hospedados no confortável e tranquilo Hotel Palma Real, situado no centro da cidade e fomos tratados com muito carinho por todos.

 
 La Paz

 La Paz

 La Paz

 La Paz
 
 La Paz
 
 La Paz
 
 La Paz
 
 La Paz
 
  La Paz

 Hotel Palma Real 

 Hotel Palma Real

Neste período realizamos muitos contatos com diferentes instituições e pessoas da Bolívia e ampliamos nossa rede de parceiros e admiradores do projeto.
 
Tivemos alguns pequenos problemas de saúde, relacionados principalmente a altitude e ao clima de La Paz, o que acabou diminuindo nosso ritmo de trabalho, mas conseguimos harmonizar tudo e avaliamos que nossa estadia foi muito produtiva e fundamental para a continuidade do projeto.
 

 La Paz
 La Paz

 La Paz

 La Paz

 La Paz

Fortalecemos muito nossa parceria com Giovanna Gonzales que não tem medido esforços para nos apoiar em todos os sentidos. Fomos entrevistados por dois canais de televisão boliviana, um local e outro de alcance nacional, o que deve trazer bons frutos a médio e a longo prazo.
 

 Giovana Gonzales

Estabelecemos uma nova parceria com Guilherme Medrano, diretor de fotografia e produtor de vídeos, além de professor Universitário. Se mostrou entusiasmado em participar e nos ajudar a gravar parte do projeto em vídeo utilizando o equipamento que trouxemos cedido pela Terra do Sol, nosso parceiro em Mato Grosso, o qual exige certa perícia em seu uso.Também apoiará o projeto através da edição de um vídeo, utilizando as imagens que temos produzido, para que possamos repassar as emissoras de TV um produto que amplie a divulgação do projeto.
 

Estabelecemos ainda uma parceria com o biólogo Francisco Osório que trabalha fortemente na área de conservação da biodiversidade em diversas áreas naturais protegidas na Bolívia e tem bastante experiência na região dos Yungas. Além de nos proporcionar informações muito profundas sobre as reais condições da conservação da natureza na Bolívia, Francisco fará uma descrição e caracterização das regiões a serem abrangidas pelo projeto e será nosso consultor em meio ambiente.
 

Estabelecemos uma parceria imediata com Edgar Gemio, jovem Afroboliviano de Tocanã, envolvido diretamente desde adolescente com o resgate das raízes Afro de seu povo. Edgar tem sido fundamental em nos explicar o universo Afroboliviano e seus elementos, e se porta como um líder nato, tendo clareza e articulação mental dignos de uma grande liderança no futuro próximo.
 

Edgar Gemio

Edgar, além de estudar Engenharia Comercial na Universidade em La Paz, trabalha com projetos de desenvolvimento sustentável através da Cooperação USAID e milita na ORIZABOL, uma das organizações Afrobolivianas que pretendemos atrair para ser 
parceira em nosso projeto.
 

Também fortalecemos nosso contato com a MOCUSABOL, organização cultural Afroboliviana com a qual tivemos um encontro em Oruro e dois encontros em La Paz.
 

 MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

  MOCUSABOL

Portanto, estamos com mais parceiros e muito mais informações sobre a questão Afroboliviana e isso nos permitirá partir para os Yungas ou Território Afroboliviano com mais tranquilidade e preparo para concluir nosso objetivo para esta primeira viagem de nosso projeto.

Texto e fotos: Mario Friedlander

quinta-feira, 10 de março de 2011

Proyecto Paralelo Quince: Bitácora de Viaje - Parte 4 de 4

Descenso peligroso
Nuestro vehículo rodaba y rodaba en una interminable sucesión de curvas acompañadas por profundos abismos. Al comprobar que los lugares peligrosos de la vía no tenían la mínima señalización, pensé en los choferes que como nosotros, nunca habían transitado por la carretera antigua a Cochabamba. El abandono de esa ruta era realmente una grave omisión de las autoridades encargadas del mantenimiento de los caminos de Bolivia, que no permitía el flujo normal de vehículos. Con la inhabilitación momentánea de la nueva carretera que atraviesa la región del Chapare, a causa de las severas inundaciones sufridas, el camino que estábamos siguiendo se había transformado en la única opción para los trasportistas que circulan entre el occidente y el oriente del país. Ese repentino aumento de circulación reveló la precariedad de sus condiciones de seguridad y lo tornó mucho más peligroso, pues una verdadera caravana de vehículos de alto tonelaje lo transita noche y día en ambas direcciones.
 

Luego de una nueva curva nos encontramos con un caserío llamado de La Habana, en el que vimos un campo de fútbol construido en plena montaña y numerosos niños corriendo por él. El crepúsculo teñía el cielo de colores encendidos cuando  finalmente llegamos a Epizana y nos encontramos con una ruta totalmente asfaltada.
 

A partir de esa localidad las luces de nuestro Hyundai empezaron  a disminuir de intensidad y Hélio nos advirtió, que el alternador del vehículo no estaba funcionando, por lo que sólo contábamos con la energía almacenada en la batería para continuar nuestra marcha.
 

El tránsito de buses y camiones se fue intensificando cada vez más, mientras la batería  de nuestra camioneta iba poco a poco marchitándose. La oscuridad ya era completa y nos ayudábamos con dos linternas para hacerle señales a los vehículos que cruzábamos o venían atrás de nosotros.
 

Quince minutos después descendíamos por una carretera serpenteante con la batería casi totalmente apagada y sin saber qué es lo que teníamos a los lados, pues nuestra visibilidad era extremamente limitada. De repente pasamos a la altura del poblado de Tiraque y nos encontramos con una gran inundación, que llegaba a cubrir una parte de la carretera. Sin condiciones de ver bien lo que estaba sucediendo, continuamos la marcha buscando algún sitio donde pudiésemos estacionarnos en seguridad.
 

Mientras bajábamos inquietos por los camiones y buses que pasaban a más de cien kilómetros por hora de nuestro lado, íbamos observando con atención las pocas luces que surgían a nuestro alrededor, sin hallar un lugar donde detenernos.


Texto: Luca Spinoza

quarta-feira, 9 de março de 2011

Proyecto Paralelo Quince: Bitácora de Viaje - Parte 3 de 4

Mariposas y bosques nublados
Desde la carretera vimos también los tejados de las casas de Pampagrande, pueblo donde el naturalista francés Alcide D’Orbigny realizó interesantes estudios científicos, que narra en su célebre obra “Viaje a la América Meridional”,  impresa por primera vez en el siglo dieciocho.


Cuando pasamos por la población de Mataral, que lleva a Vallegrande y a otros importantes pueblos de la zona de los valles meso-térmicos, recordé que el lugar alberga importantes yacimientos arqueológicos, que ojalá sean estudiados y protegidos con mucha más atención.
 


Prosiguiendo con nuestro trayecto pasamos por los caseríos de A. del Quiñe,   (donde hay letreros que informan sobre una fascinante área protegida llamada de Jardín de Cactáceas) La Palizada, San Isidro y Tambo.

Después de detenernos en varias ocasiones para fotografiar la belleza de los paisajes que iban surgiendo, nos detuvimos en el plácido poblado de Comarapa, donde compramos algunas frutas y nos enteramos de la existencia de la gran represa de La Cañada, construida para irrigar la producción agrícola de la región.  Luego de dejar para atrás esta pequeña ciudad, empezamos a subir por un camino serpenteante cubierto de una gruesa capa de un polvo tan fino, que parecía azúcar impalpable. Las llantas de los vehículos que transitaban por este accidentado trecho de la carretera antigua a Cochabamba, hacían que se levantase una espesa polvareda que nos impedía la visión casi completamente, obligando a Hélio a esforzarse al máximo para ver la ruta. Camiones, buses y automóviles se tornaban casi invisibles por algunos momentos, mientras ascendíamos en medio de admirables panorámicas  que sólo conseguíamos percibir tenuemente, detrás del movedizo  velo de polvo que nos rodeaba.


Finalmente, después de superar una pavorosa subida de más de una hora, en la que tuvimos que esquivar algunas vacas que exponían su vida en el camino, llegamos a un hermoso paraje cubierto de árboles y espesas nubes saturadas de agua, que le concedían un aspecto misterioso y fantasmagórico.

Era el misterioso y sorprendente bosque nublado de La Siberia, localizado en la frontera sur del Parque Nacional Amboró; uno de los más grandes santuarios de vida silvestre del continente.


Fábrica de lluvia
Allí nos encantamos con retorcidos árboles de curiosas formas y pequeño tamaño, que me hicieron pensar en esculturas fantásticas de un reino de fantasía. Mientras las nubes revoloteaban como libélulas gigantes sobre nosotros, no dejábamos de maravillarnos con la enigmática magia de ese lugar. Es que como estábamos a 3480 metros sobre el nivel del mar, nos sorprendía ver la exuberante vegetación tropical que crecía a esa altitud, pues no combinaba con la visión convencional que teníamos de los Andes.



En ese momento tuve la impresión de que La Siberia era una verdadera fábrica de lluvia, un poderoso manantial que abastece del líquido elemento a una vasta región de Bolivia, generando una nubosidad constante que irriga la tierra con generosidad.


A partir de ese extraordinario y fascinante lugar, el descenso se fue tornando cada vez más serpenteante, con continuos abismos y panorámicas de quitar el aliento. Hubo un momento en que nos detuvimos a comprar duraznos y fotografiar a unos amables campesinos que los seleccionaban y ensacaban al borde del camino. Algunos perros flacos los acompañaban, cubiertos de un pelaje espeso que me hizo recordar  la piel de un oso, sin duda, un mecanismo de adaptación desarrollado para protegerse del frío de esas alturas.
 


Media hora después estábamos en el cruce de caminos que lleva al poblado de Pojo, a 2300 metros de altitud y a una distancia de 193 kilómetros de Cochabamba. En algunos tramos la carretera aún tenía rastros del asfalto de sus épocas de gloria, cuando la única vía de acceso entre Santa Cruz y el resto del país era ese camino.
 

Algunos kilómetros más adelante pasamos por un caserío llamado con justicia Valle Hermoso, ya que evocaba un escenario de cuento de hadas, con pequeñas casas que parecían de muñecas y huertas de papas, habas y repollos. La tarde empezaba a caer con gran velocidad y nos dimos cuenta de que la noche se aproximaba.



Texto: Luca Spinoza
Fotos: Mario Friedlander