El Movimiento Panafricanista de España expresa su dolor, respeto, admiración y solidaridad con la presidenta y lider de MOCUSABOL Movimiento cultural Saya Afroboliviano, Marfa Inofuentes, por la grave enfermedad que le ha apartado de su responsablidad, pues se encuentra en coma tras sufir un accidente vascular, "embolia" que la tiene hace ya algunas semanas en un estado de salud muy delicado.
La enfermedad de Marfa es un gran golpe para todo el Mto Panafricanista Internacional , siempre estuvo comprometida con la dignidad de las bases y la mejoras sociales de su gente, ahora necesita de nuestra ayuda, en efecto durante mas de 30 años ha entregado su vida a la construciÓn del mto de liberacion Negra en Bolivia dando lo mejor de su vida en la defensa de los afrobolivianos. Durante 18 años no tuvo conciencia de sus raíces africanas. La fuerza de los tambores la despertaron con el llamado de la africanidad como dirá Senghor. En 1980 se presentó por primera vez la Saya, danza que identifica plenamente a Los Yungas, es interpretada en todos los acontecimientos de la comunidad africana expresando todos sus sentimientos desde la época de la esclavitud .
Ante la emigración masiva de los negros a La Paz, en la década del 80, y la discriminación cotidiana, Marfa tuvo la oportunidad de trabajar en un museo elevando así su autoestima. Para ello estudio la historia africana en terminos afrocentrados ( Garvey, Malcolm X, Senghor, Diop, Cabral, Nkrumah, Fanon, ) para saber quién era y de dónde venía, aspecto importante para valorarse, motivarse y capacitarse en una época en que la mayoría sentían vergüenza de ser negros porque desconocían su historia y su cultura. Fue su arduo trabajo para el movimiento, con esfuerzos y auténtica dedicación por rescatar los valores, herencia y memoria de la cultura africana en Bolivia. Asi mismo acompañó al gran líder Jorge Medina en la estrategica creación tras la conferencia de Durban del Centro Afroboliviano para el Desarrollo Integral y Comunitario (CADIC).
Es una mujer fuerte, producto de la lucha y el compromiso fue la primera mujer africana en Bolivia en ocupar un puesto como subalcaldesa del Macrodistrito Periférica de La Paz en casi 400 años.Gracias a sus esfuerzos hoy los africanos tienen presencia y visiblidad- como pueblo negro- en determinados niveles estatales, como la Asamblea Plurinacional. Lo que sin duda ha ayudado a cambiar la “mirada política” a favor de los sectores mas desfavorecidos. Ya que se han consiguiendo políticas públicas de desarrollo e inclusión de los afrobolivianos en el sistema educativo, de salud, de vivienda, de empleo, etcétera. Gracias a su compromiso los afrobolivianos lucharon hasta obtener tres candidaturas a asambleístas, luego de una huelga de hambre de Marfa Inofuentes. En 2008 organizó la recepciónn que su majestad el rey Julio Pinedo II tributo a una delegación del Movimiento Panafricanista de España en Coripata Los Yungas..
En un momento en que abundan tios tom y paracaidistas en el Mto africano latinoamericano con el tipico Poder blanco en Caras negras: desde España queremos manifestar nuestro amor por MARFA. Rezamos para que los ancestros les den la fuerza necesaria para superar satisfactoriamente con la mayor brevedad posible, este revés. Marfa es un faro que ilumina a la humanidad en pleno, es por ello que su luz no se opacará mientras exista un esclavo dispuesto a convertirse en cimarrón. Albergamos el compromiso de continuar la lucha con la fuerza de nuestras ideas, y esto, ni la más moderna tecnología militar podrá impedirlo. Marfa es un símbolo de humanidad, justicia y dignidad, estamos dispuestos a compartirlo, pero jamás a entregarlo. En España Marfa tiene fieles seguidores, que le tiene terminantemente prohibido morirse, jamás se lo permitiremos. Pues como decía Malcolm X , los héroes nunca mueren.
En estos momentos somos nosotr@s los que tenemos que demostrar que le amamos y que estamos dispuestos a defender la acción afirmativa al precio que sea necesario. Convencidos estamos que pronto Marfa estará encabezando esta gran trinchera que es el mto panafricanista: la familia de Garvey, Nkrumah y Winnie Mandela de esta forma garantizar el fruto de la victoria, deseamos que Marfa sepa que la admiramos y la queremos profundamente, que personifica la libertad, entrega, compromiso, dignidad, DDHH, identidad , patriotismo, de la independencia, del amor al pueblo. Reciba de Abuy Nfubea, Mbolo Etofili, RasBabi, Hermana Rufi, MadyCisse ba, Marcelino Bondjale, Kenedy Ijaho, Rigoberto Cairo, Baldw Lumumba y de todos l@s integrantes del Mto de liberación afroespañola, un fraterno saludo panafricanista y cimarrón de solidaridad .
¡TE AMAMOS HERMANA!
UHURU!
¡VIVA MARFA INOFUENTES!
Barcelona 11 de Marzo 2011
MOVIMIENTO PANAFRICANISTA
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Diário de Bordo - 4 e 5 de abril de 2011
Acordo bem cedo em Vila Bela da Santíssima Trindade, tomo minha última dose de guaraná ralado, não é um guaraná qualquer, é o tradicional que os Cuiabanos tomam todo dia, misturado ao Guaranazinho Pantaneiro que busquei em Poconé antes da viagem. Meu vidro de Guaraná é minha ampulheta do tempo certo da viagem, acabou no 41º dia da expedição e a viagem acabou.
Passamos pelo Posto Militar Boliviano de Marfil sem sobressaltos nem propinas, entramos na faixa de 5 km entre os dois países, terra de ninguém, e aportamos na Barreira Sanitária Marfil do lado brasileiro, onde somos muito bem tratados pela equipe do Gefron, Polícia Militar e Indea que nos dão as boas vindas de volta a terrinha e revistam toda nossa bagagem e carro em busca de produtos de origem animal ou vegetal e "otras cositas más". Aproveitamos a ocasião e disparamos nosso português entalado na garganta louco pra sair.
Somos recebidos pela Sandra do Hotel Cascata, nossa parceira em Vila Bela que faz de tudo para estarmos confortáveis e alimentados.
Desistimos das fotos, resolvemos o que temos a resolver e caímos na estrada em nossa jornada de término de expedição, são mais 520 km de estrada em ótimas condições, exceto num trecho próximo a Cuiabá.
Texto e fotos: Mario Friedlander
Guaranazinho Pantaneiro
Chegamos ontem a noite, muito cansados depois de enfrentar o último e pior trecho da viagem. Saímos de San Ignácio a tarde em direção a Vila Bela por uma estrada considerada irregular pelos Bolivianos, pelo menos é o que nos disseram na Aduana Nacional da Bolívia, a estrada de terra está boa, não tem nenhuma placa de sinalização, mas como já fiz esta mesma estrada muitas vezes em outras viagens, chegamos a tranca da Polícia Boliviana de "Buena Hora" com tranquilidade, estamos a 20 km da Fronteira real e a influência brasileira aparece bem tênue por aqui, a minúscula vila de "Buena Hora" se transformou na vila de "Boi na Hora", uma corrupção clara do Castelhano original interpretado pelos peões brasileiros da fronteira.Passamos pelo Posto Militar Boliviano de Marfil sem sobressaltos nem propinas, entramos na faixa de 5 km entre os dois países, terra de ninguém, e aportamos na Barreira Sanitária Marfil do lado brasileiro, onde somos muito bem tratados pela equipe do Gefron, Polícia Militar e Indea que nos dão as boas vindas de volta a terrinha e revistam toda nossa bagagem e carro em busca de produtos de origem animal ou vegetal e "otras cositas más". Aproveitamos a ocasião e disparamos nosso português entalado na garganta louco pra sair.
Barreira Sanitária Marfil, Vila Bela
Continuamos a estrada e passamos pelo posto Militar de Palmarito e daí seguimos 70 km de estrada super esburacada, sem nenhuma placa de sinalização e ainda por cima debaixo de uma forte chuva até chegarmos a noite em Vila Bela.Somos recebidos pela Sandra do Hotel Cascata, nossa parceira em Vila Bela que faz de tudo para estarmos confortáveis e alimentados.
Sandra e sobrinha, Hotel Cascata Vila Bela
Depois de tomar meu guaraná, saímos em busca dos amigos e de um lugar para fazermos uma foto do carro da expedição em Vila Bela. A beira do rio está muito inundada e um muro de arrimo meio afogado toma a linha da praia morena, estão construindo um terminal turístico na beira do Guaporé, a obra está interrompida pelo volume de chuvas e pelo "repiquete de São José", ou seja, quando ao final das chuvas o volume de água sobe abruptamente pelas chuvas mandadas por São José. Com a beira do rio tomada por águas e obras, buscamos outro cenário para nossa foto, o Baldrame de Santo Antonio dos Militares, uma obra imponente dos Portugueses feita de Pedra Canga está tomado pelo mato e por barcos, canoas e lixo, descartamos também este cenário, vamos em busca da ruína da antiga Matriz de Mato Grosso e o que vemos nos desanima, a ruína protegida pela cobertura metálica vermelha de posto de gasolina está seca, desbotada, com capim alto e com o projeto original inconcluso, sem sinalização nem plano e estrutura adequada para o uso público, descartamos imediatamente e vamos atrás do Antigo Palácio dos Capitães Generaes, outra imponente edificação, primeira sede do Governo de Mato Grosso e atual Museu Histórico e Arqueológico, encontramos o Museu interditado pois o prédio, histórico, tombado pelo IPHAN e pelo Estado de Mato Grosso está com dois pontos graves de colapso da estrutura e isso já faz mais de ano, fico triste de ver tantas novas obras sendo feitas em Vila Bela, inclusive o Congódromo, bem ao lado do Museu e o Museu caindo.Desistimos das fotos, resolvemos o que temos a resolver e caímos na estrada em nossa jornada de término de expedição, são mais 520 km de estrada em ótimas condições, exceto num trecho próximo a Cuiabá.
O final da viagem
Agora é chegar, cuidar da vida, pagar as contas em atraso, atualizar o blog e preparar nossa segunda e terceira viagem, em julho na Vila Bela e agosto de volta a Bolívia.Texto e fotos: Mario Friedlander
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Diário de Bordo - 3 de abril de 2011
Visitamos a Missão de San Jose de Chiquitos durante a missa dominical e admiramos a sempre genial arquitetura Jesuítica e os projetos de restauração a que foram submetidas as Missões.
Tentamos conseguir óleo diesel para continuar a viagem e depois de muita procura, compramos cerca de 30 litros, o que será suficiente para chegar até San Ignácio.
Atravessamos uma longa estrada de terra, bem ruim, em meio a áreas alagadas e depois subimos um pouco até chegarmos a Missão de San Rafael.
Aproveitamos a abertura da Igreja pelo grupo de jovens locais que se preparavam para uma pequena procissão e fomos produzir algumas fotos da singela igreja Jesuítica, construída diretamente pelos indígenas sem nenhum projeto arquitetônico.
Pacini está escrevendo sua tese de doutorado sobre os Chiquitanos Brasileiros e resolveu vivenciar uma comunidade muito tradicional, como a de Santa Ana para melhor compreender como vivem os Chiquitanos da Bolívia. Além disso, ele nos conta sobre várias propostas em que trabalha atualmente e que me deixaram fascinado. Pacini negocia a reabertura dos caminhos Missionais antigos na região e combinamos que farei o possível para acompanhá-lo por um tempo na Festa de Santa Ana, onde ele participará de uma peregrinação de mais de 50 dias pelas inúmeras comunidades até chegar próximo a fronteira brasileira.
Aproveitando minha presença ele solicita se posso fotografar a Santa Ana original da Igreja e a Santa Ana pequena que é levada pelos fiéis durante toda a peregrinação, fotografo com entusiasmo as imagens e repasso o material para a comunidade de Santa Ana produzir um calendário.
A tarde vai caindo, estamos com pouco combustível e ainda temos que chegar em San Ignácio para encontrarmos o Ricardo Ortiz do Parador Santa Ana Chiquitos, nosso parceiro na viagem.
Saímos debaixo de chuva e antes do sol se ocultar ele cria um fantástico arco-íris que envolve nosso carro e nossa alma.
Chegamos em San Ignácio de Loyola a noitinha, encontramos o Ricardo Ortiz chegando do ensaio da peça teatral "A Missão" que está sendo montada pela comunidade. Ela será apresentada semana que vem e infelizmente não iremos assistir.
Nos alojamos no delicioso e de extremo bom gosto Parador Santa Ana Chiquitos, o hotel exclusivo que Ricardo Ortiz é o proprietário. Descansamos confortavelmente para enfrentarmos nossa última jornada na Bolívia.
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Igreja San Jose Chiquitos
Tentamos conseguir óleo diesel para continuar a viagem e depois de muita procura, compramos cerca de 30 litros, o que será suficiente para chegar até San Ignácio.
Atravessamos uma longa estrada de terra, bem ruim, em meio a áreas alagadas e depois subimos um pouco até chegarmos a Missão de San Rafael.
Igreja San Rafael
Igreja San Rafael
Igreja San Rafael
Igreja San Rafael
Visitamos a Igreja para produzirmos algumas fotos e logo depois continuamos até a Missão de Santa Ana, onde paramos para tomar um lanche no grande largo em frente a Igreja. Visitamos um pequeno Museu com objetos de uso cotidiano e histórico, inclusive um grande e grosso tronco de prender escravos pelos tornozelos, uma peça bastante rara.Museu Santa Ana
Aproveitamos a abertura da Igreja pelo grupo de jovens locais que se preparavam para uma pequena procissão e fomos produzir algumas fotos da singela igreja Jesuítica, construída diretamente pelos indígenas sem nenhum projeto arquitetônico.
Igreja Santa Ana
Igreja Santa Ana
Igreja Santa Ana
Produzo boas fotos e inicio uma conversa com os jovens, de repente, fico sabendo que o padre residente é um brasileiro e vou em busca de conhecê-lo. Para minha grande e agradável surpresa, o padre residente é o Jesuíta brasileiro Aloir Pacini, que desenvolve um trabalho de longos anos pela fronteira de Mato Grosso com os Chiquitanos do lado brasileiro. Fico muito feliz de encontrá-lo, pois já o conheço faz anos e inclusive já viajamos juntos pela Bolívia em 2009.
Aloir Pacini
Pacini está escrevendo sua tese de doutorado sobre os Chiquitanos Brasileiros e resolveu vivenciar uma comunidade muito tradicional, como a de Santa Ana para melhor compreender como vivem os Chiquitanos da Bolívia. Além disso, ele nos conta sobre várias propostas em que trabalha atualmente e que me deixaram fascinado. Pacini negocia a reabertura dos caminhos Missionais antigos na região e combinamos que farei o possível para acompanhá-lo por um tempo na Festa de Santa Ana, onde ele participará de uma peregrinação de mais de 50 dias pelas inúmeras comunidades até chegar próximo a fronteira brasileira.
Aproveitando minha presença ele solicita se posso fotografar a Santa Ana original da Igreja e a Santa Ana pequena que é levada pelos fiéis durante toda a peregrinação, fotografo com entusiasmo as imagens e repasso o material para a comunidade de Santa Ana produzir um calendário.
Santa Ana
Santa Ana
A tarde vai caindo, estamos com pouco combustível e ainda temos que chegar em San Ignácio para encontrarmos o Ricardo Ortiz do Parador Santa Ana Chiquitos, nosso parceiro na viagem.
Saímos debaixo de chuva e antes do sol se ocultar ele cria um fantástico arco-íris que envolve nosso carro e nossa alma.
Chegamos em San Ignácio de Loyola a noitinha, encontramos o Ricardo Ortiz chegando do ensaio da peça teatral "A Missão" que está sendo montada pela comunidade. Ela será apresentada semana que vem e infelizmente não iremos assistir.
Ricardo Ortiz
Igreja San Ignacio
Igreja San Ignacio
Nos alojamos no delicioso e de extremo bom gosto Parador Santa Ana Chiquitos, o hotel exclusivo que Ricardo Ortiz é o proprietário. Descansamos confortavelmente para enfrentarmos nossa última jornada na Bolívia.
Parador Santa Ana Chiquitos
Parador Santa Ana Chiquitos
Diário de Bordo - 2 de abril de 2011
Acordamos cedo e saímos de Saipina, que fica no meio do caminho entre Sucre e Santa Cruz, seguindo pela acidentada estrada de terra em meio as montanhas cobertas de cactos gigantes e pequenas aves.
Este último trecho de estrada de terra vai até Palizada. Já na beira do asfalto que leva a Samaipata e antes de chegar lá, passamos na Vila de San Jose, finalizando o mais belo trecho da região e também onde se encontra o Jardim de Cactáceas de Pulquina, um santuário de vegetação excepcional, um tipo de caatinga super desenvolvido com muitas espécies de cactos e bromélias.
Samaipata é uma jóia rara, fica ao lado do Parque Nacional Amboró, um dos parques com maior biodiversidade do mundo. E nos arredores tem ainda o Forte de Samaipata, um Parque Arqueológico com muitas ruínas pré Incaicas e obras monumentais, ainda pouco conhecidas pelos turistas em geral.
Como estamos com pouco tempo, vamos deixar para visitar Samaipata em agosto, agora é só para dar um abraço no casal do El Pueblito e seguir direto a Santa Cruz que fica a 120 km de Samaipata.
Passamos por Samaipata e começamos a descer a serra. A chuva mansa fica grossa e enquanto passamos admirados pelas obras dos viadutos que atravessam o cânion do Rio Piray. Peço ao Hélio para parar um momento para que eu faça fotos das grandes obras, começo a fotografar de dentro do carro para não molhar a máquina e de repente uma avalanche de lama e pedras cai bem na frente do carro, ficamos estupefatos e enquanto pensamos sobre o que fazer, outra avalanche começa a cair atrás do carro, o Hélio pensa rápido, manobra e volta de ré evitando as pedras que rolam pra cima da gente. Conseguimos nos livrar dessa, mas a estrada fica bloqueada por horas e nós ficamos pensando na pressa que tínhamos e por causa dela não ficamos em Samaipata, e agora a pressa se foi e estamos aqui dentro do carro esperando a ajuda chegar.
Depois de um bom tempo as máquinas chegam e removem a lama e pedras da estrada. Prosseguimos nossa viagem curtindo a paisagem dos paredões e vales, mas estamos tensos pois a chuva continua e novos desmoronamentos vão ocorrer com certeza.
Passamos pela enorme Santa Cruz de La Sierra e seguimos direto em direção a estrada nova que vai até Corumbá (Brasil), ela é chamada de Corredor Bioceânico e liga o Brasil ao Oceano Pacífico.
Seguimos pelo asfalto novo em direção a San Jose de Chuiquitos e estamos felizes da vida pela facilidade da longa, plana e muito retilínea estrada quando na localidade de El Tinto uma placa sinalizando um desvio nos preocupa um pouco, sem alternativa, entramos no desvio ao cair da tarde e percorremos a noite cerca de 40 km infernais de terra, buracos, pedras e lama, muita lama. Felizmente aos poucos formamos um comboio liderado por um táxi que conhece bem o caminho e isso nos salva de ficarmos perdidos ou cairmos em alguma armadilha desta estrada em construção.
Depois de vencido este trecho, retornamos a estrada principal e chegamos a San jose. Vamos até a praça principal, em frente a Missão Jesuítica, e nos hospedamos rapidamente e aproveitamos a iluminação noturna para produzirmos boas fotos das edificações em pedra.
Amanhã teremos que percorrer outro longo trecho em direção a Mato Grosso.
Texto e fotos: Mario Friedlander
Estrada Samaipata
Estrada Samaipata
Estrada Samaipata
Estrada Samaipata
Este último trecho de estrada de terra vai até Palizada. Já na beira do asfalto que leva a Samaipata e antes de chegar lá, passamos na Vila de San Jose, finalizando o mais belo trecho da região e também onde se encontra o Jardim de Cactáceas de Pulquina, um santuário de vegetação excepcional, um tipo de caatinga super desenvolvido com muitas espécies de cactos e bromélias.
Estrada Samaipata
Finalmente voltamos ao asfalto e seguimos rápido para Samaipata, onde visitaremos o Giovanni e a Sandra Guidetti, proprietários do Pueblito Resort, um hotel muito diferente e delicioso numa vila colonial cheia de atrativos naturais e históricos.Samaipata é uma jóia rara, fica ao lado do Parque Nacional Amboró, um dos parques com maior biodiversidade do mundo. E nos arredores tem ainda o Forte de Samaipata, um Parque Arqueológico com muitas ruínas pré Incaicas e obras monumentais, ainda pouco conhecidas pelos turistas em geral.
Como estamos com pouco tempo, vamos deixar para visitar Samaipata em agosto, agora é só para dar um abraço no casal do El Pueblito e seguir direto a Santa Cruz que fica a 120 km de Samaipata.
Passamos por Samaipata e começamos a descer a serra. A chuva mansa fica grossa e enquanto passamos admirados pelas obras dos viadutos que atravessam o cânion do Rio Piray. Peço ao Hélio para parar um momento para que eu faça fotos das grandes obras, começo a fotografar de dentro do carro para não molhar a máquina e de repente uma avalanche de lama e pedras cai bem na frente do carro, ficamos estupefatos e enquanto pensamos sobre o que fazer, outra avalanche começa a cair atrás do carro, o Hélio pensa rápido, manobra e volta de ré evitando as pedras que rolam pra cima da gente. Conseguimos nos livrar dessa, mas a estrada fica bloqueada por horas e nós ficamos pensando na pressa que tínhamos e por causa dela não ficamos em Samaipata, e agora a pressa se foi e estamos aqui dentro do carro esperando a ajuda chegar.
Obras Estrada Samaipata
Obras Estrada Samaipata
Desmoronamento estrada Samaipata
Depois de um bom tempo as máquinas chegam e removem a lama e pedras da estrada. Prosseguimos nossa viagem curtindo a paisagem dos paredões e vales, mas estamos tensos pois a chuva continua e novos desmoronamentos vão ocorrer com certeza.
Desmoronamento estrada Samaipata
Desmoronamento estrada Samaipata
Passamos pela enorme Santa Cruz de La Sierra e seguimos direto em direção a estrada nova que vai até Corumbá (Brasil), ela é chamada de Corredor Bioceânico e liga o Brasil ao Oceano Pacífico.
Seguimos pelo asfalto novo em direção a San Jose de Chuiquitos e estamos felizes da vida pela facilidade da longa, plana e muito retilínea estrada quando na localidade de El Tinto uma placa sinalizando um desvio nos preocupa um pouco, sem alternativa, entramos no desvio ao cair da tarde e percorremos a noite cerca de 40 km infernais de terra, buracos, pedras e lama, muita lama. Felizmente aos poucos formamos um comboio liderado por um táxi que conhece bem o caminho e isso nos salva de ficarmos perdidos ou cairmos em alguma armadilha desta estrada em construção.
Depois de vencido este trecho, retornamos a estrada principal e chegamos a San jose. Vamos até a praça principal, em frente a Missão Jesuítica, e nos hospedamos rapidamente e aproveitamos a iluminação noturna para produzirmos boas fotos das edificações em pedra.
San Jose de Chiquitos
San Jose de Chiquitos
San Jose de Chiquitos
Amanhã teremos que percorrer outro longo trecho em direção a Mato Grosso.
Texto e fotos: Mario Friedlander
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